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A recém-anunciada aliança entre a empresa de energia alemã E.ON e a brasileira MPX – um dos tantos empreendimentos do empresário Eike Batista – será forjada à energia suja. É o que conta o jornal Folha de S.Paulo em sua edição de hoje (só para assinantes).
Essa parceria tornará a MPX a maior empresa privada de energia do país e lhe possibilitará produzir 20 mil megawatts – 20% do que é gerado hoje em território nacional. Segundo o jornal, 11 mil megawatts de projetos existentes, que farão parte dessa joint-venture, têm a queima do carvão como base.
Combustíveis fósseis e não-renováveis como o petróleo e o carvão são considerados os grandes vilões do clima, já que sua utilização despeja milhões de toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano.
Negócios como esse colocam em xeque o discurso de sustentabilidade das empresas de Eike Batista e provocam temor de ambientalistas no Brasil. O país possui um grande potencial para desenvolver a geração de energia a partir dos ventos, dos raios solares, biomassa e resíduos sólidos.
Veja aqui o relatório Revolução Energética, produzido pelo Greenpeace, que mostra como o Brasil pode se tornar referência em renováveis no mundo.
Em agosto de 2011, ativistas do Greenpeace realizaram um protesto pacífico contra a decisão de Eike Batista de explorar petróleo nas proximidades do banco dos Abrolhos, região que concentra uma rica biodiversidade marinha, localizada na Bahia. Relembre o caso.
Este blog tem por finalidade fornecer informações sobre ambientalismo e sustentabilidade, e toda atrocidade do bicho homem contra a natureza
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O X do carvão
Volkswagen: pioneirismo antisocial
O que eu mais gosto nas redes sociais é que você não pode mentir.
Apesar de gastar muito dinheiro com publicidade tradicional, algumas
empresas milionárias não conseguem dominar a reação da sua audiência nas
redes. A montadora de carros alemã Volkswagen (VW) chega a dispender
1,5 bilhão de euros em publicidade ao redor do mundo. A razão é simples:
eles temem honestidade.
De fato, para a Volkswagen, que esconde seu perigoso lobby anti-políticas climáticas sob anúncios bacanas, a verdade é algo a ser temido. Mas confiança não é um problema, se você se comunica com sua audiência apenas através de mídias de mão única como TV, rádio ou impressos. Fica fácil construir a imagem de uma empresa verde e pagar para que essa mentira se espalhe.
No entanto, no mundo das mídias sociais, a realidade é diferente.
Para engajar seu público, empresas querem falar com você, brincar com
você, e, supostamente, ouvir você. Seria o equivalente digital ao que
na vida real chamamos de tentar ser um dos seus amigos.
Um voluntário do Greenpeace no Reino Unido viu no post da VW em seu Facebook que pedia conselhos de seus “amigos” para 2012 uma boa oportunidade para mobilizar pessoas, que rapidamente postaram seus “conselhos”: pedidos para que a empresa pare de fazer lobby anticlima.
O que fez a Volkswagen? Escolheu a opção nitidamente mais antisocial: tapou os ouvidos. Apesar de mais de mil comentários postados, a gigante da indústria automobilística não soltou uma única palavra em resposta.
Nós sabemos que o nº 1 da montadora no mundo, Martin Winterkorn, se negou a falar conosco, por isso assumimos que tal ordem veio de cima: vamos ignorar todos os adeptos do Greenpeace. Será que funciona? Nós duvidamos.
Se a ainda breve história das mídias sociais pode nos ensinar algo é que ignorar pessoas não faz com que elas desapareçam. Elas só ficam com mais raiva e essa não parece ser uma estratégia muito inteligente, tendo em vista que, das 480.000 que assinaram a petição pedindo mudanças à VW, 90.000 são consumidores da marca. Ou pelos menos eram.”
*Jamess é do Greenpeace Reino Unido.
No Brasil, em novembro de 2011, presenciamos postura semelhante nas redes sociais da petroleira Chevron, culpada pelo vazamento de óleo na bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.
Após contarmos aos nossos amigos que a empresa não estava agindo com transparência e exatidão ao publicar sua versão sobre o ocorrido, centenas de comentários foram postados na fan page da Chevron no Facebook e permanecem até hoje sem resposta.
http://vwdarkside.com/pt
De fato, para a Volkswagen, que esconde seu perigoso lobby anti-políticas climáticas sob anúncios bacanas, a verdade é algo a ser temido. Mas confiança não é um problema, se você se comunica com sua audiência apenas através de mídias de mão única como TV, rádio ou impressos. Fica fácil construir a imagem de uma empresa verde e pagar para que essa mentira se espalhe.
Um voluntário do Greenpeace no Reino Unido viu no post da VW em seu Facebook que pedia conselhos de seus “amigos” para 2012 uma boa oportunidade para mobilizar pessoas, que rapidamente postaram seus “conselhos”: pedidos para que a empresa pare de fazer lobby anticlima.
O que fez a Volkswagen? Escolheu a opção nitidamente mais antisocial: tapou os ouvidos. Apesar de mais de mil comentários postados, a gigante da indústria automobilística não soltou uma única palavra em resposta.
Nós sabemos que o nº 1 da montadora no mundo, Martin Winterkorn, se negou a falar conosco, por isso assumimos que tal ordem veio de cima: vamos ignorar todos os adeptos do Greenpeace. Será que funciona? Nós duvidamos.
Se a ainda breve história das mídias sociais pode nos ensinar algo é que ignorar pessoas não faz com que elas desapareçam. Elas só ficam com mais raiva e essa não parece ser uma estratégia muito inteligente, tendo em vista que, das 480.000 que assinaram a petição pedindo mudanças à VW, 90.000 são consumidores da marca. Ou pelos menos eram.”
*Jamess é do Greenpeace Reino Unido.
No Brasil, em novembro de 2011, presenciamos postura semelhante nas redes sociais da petroleira Chevron, culpada pelo vazamento de óleo na bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.
Após contarmos aos nossos amigos que a empresa não estava agindo com transparência e exatidão ao publicar sua versão sobre o ocorrido, centenas de comentários foram postados na fan page da Chevron no Facebook e permanecem até hoje sem resposta.
http://vwdarkside.com/pt
Operação de Olho no Mar: contra a pesca predatória no RS
No último sábado, dia 7 de janeiro, em Tramandaí e Imbé, litoral
norte gaúcho, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), realizou ações de
controle e fiscalização da pesca predatória no litoral norte gaúcho.
Cerca de 15 voluntários passaram o dia acampados em frente à plataforma marítima de Tramandaí, onde realizaram ações de conscientização e fiscalização. Enquanto alguns distribuíram panfletos e conversavam com veranistas na beira da praia, outros embarcavam em um bote para patrulhar o oceano, a procura de possíveis embarcações pesqueiras que realizassem a pesca de arrasto.
Juntamente estava a postos uma equipe de terra, equipada com um GPS, que informaria se alguma embarcação estivesse realizando a pesca ilegal fora do limite permitido. “Infelizmente a pesca de arrastão ainda é legalizada na nossa costa. Porém, é preciso respeitar o limite estabelecido de 5,5 km entre a faixa de areia e o mar aberto”, explica Pedro Loss, coordenador do núcleo gaúcho do ISSB.
A patrulha da Sea Shepherd não flagrou nenhuma atividade de pesca
predatória, porém, as atividades de monitoramento continuarão. Segundo
Wendell Estol, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, a ação
foi positiva e terá desdobramentos. “Ações simples como esta ocorrida em
Tramandaí são de extrema importância para a mobilização da sociedade
civil em defesa da conservação da vida marinha, pois nenhum órgão
governamental ou outra instituição sozinha, tem condições de agir
efetivamente no combate dos crimes ambientais que ocorrem
corriqueiramente no litoral brasileiro. Cidadãos conscientes serão
sempre os fiscais mais efetivos, por isso o Instituto Sea Shepherd
Brasil pretende, em 2012, intensificar este tipo de ação”.
Saiba mais sobre a pesca de arrasto
A pesca de arrasto não leva esse nome por acaso, uma vez que promove um verdadeiro arrastão no fundo do mar. Uma embarcação de pequeno porte, com estruturas metálicas acopladas, devassa toda a vida marinha que encontra pela frente ao arrastar uma rede por quilômetros de distância.
Quando é içada, a rede traz consigo não apenas a espécie de peixe que
as empresas buscam para comercializar, mas também diversos outros
animais, como tartarugas, arraias, ovas e espécies em estágio
reprodutivo. Os animais que não servem aos propósitos mercantis das
empresas são devolvidos ao mar, na maioria das vezes já mortos,
sufocados pela compressão da rede ou estrangulados em sua malha de fios.
Esse tipo de prática ainda é permitido no país. Portarias do governo federal – através do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Pesca e da Aquicultura – normatizam a atividade, com especificações para todo o território nacional.
No caso do Rio Grande do Sul, a portaria nº 26 da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), hoje incorporada ao Ibama, estipula que esse tipo de pesca só poderá ocorrer a partir de 3 milhas náuticas da beira da praia, ou seja, 5,5 km. Ainda assim o arrastão continua ocorrendo perto da costa gaúcha.
Cerca de 15 voluntários passaram o dia acampados em frente à plataforma marítima de Tramandaí, onde realizaram ações de conscientização e fiscalização. Enquanto alguns distribuíram panfletos e conversavam com veranistas na beira da praia, outros embarcavam em um bote para patrulhar o oceano, a procura de possíveis embarcações pesqueiras que realizassem a pesca de arrasto.
Juntamente estava a postos uma equipe de terra, equipada com um GPS, que informaria se alguma embarcação estivesse realizando a pesca ilegal fora do limite permitido. “Infelizmente a pesca de arrastão ainda é legalizada na nossa costa. Porém, é preciso respeitar o limite estabelecido de 5,5 km entre a faixa de areia e o mar aberto”, explica Pedro Loss, coordenador do núcleo gaúcho do ISSB.
Equipe utiliza bote para realizar fiscalização. Foto: André Carvalho/ Sul 21
Saiba mais sobre a pesca de arrasto
A pesca de arrasto não leva esse nome por acaso, uma vez que promove um verdadeiro arrastão no fundo do mar. Uma embarcação de pequeno porte, com estruturas metálicas acopladas, devassa toda a vida marinha que encontra pela frente ao arrastar uma rede por quilômetros de distância.
Voluntários do núcleo gaúcho do ISSB. Foto: André Carvalho/ Sul 21
Esse tipo de prática ainda é permitido no país. Portarias do governo federal – através do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Pesca e da Aquicultura – normatizam a atividade, com especificações para todo o território nacional.
No caso do Rio Grande do Sul, a portaria nº 26 da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), hoje incorporada ao Ibama, estipula que esse tipo de pesca só poderá ocorrer a partir de 3 milhas náuticas da beira da praia, ou seja, 5,5 km. Ainda assim o arrastão continua ocorrendo perto da costa gaúcha.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
cargueiro encalhado na Nova Zelandia
Parte de cargueiro encalhado na Nova Zelandia já afundou,diz governo
Navio
que se partiu em duas partes no sábado na Nova Zelândia está
praticamente submerso. (Foto: Maritime New Zealand/Handout/Reuters)
Metade do navio Rena, que partiu ao meio no último fim de semana na costa da Nova Zelândia, começou a afundar no oceano nesta terça-feira (10) e restos de óleo que estavam no seu interior já aparecem na superfície junto com destroços, afirmam autoridades do país.
A popa da embarcação começou a descer para o fundo do mar na manhã de terça (hora local, madrugada no Brasil). A embarcação de bandeira liberiana havia encalhado em corais em outubro passado, o que provocou vazamento de petróleo – considerado o maior acidente ambiental da história da Nova Zelândia. A maré negra matou mais de 2 mil aves e contaminou praias da Baía de Plenty.
Segundo James Sygrove, porta-voz da autoridade marítima neozeolandesa, a frente do barco continua firme na superfície, já que está cravada no recife. Ele afirmou ainda que é grande a quantidade de madeira, plástico e outros detritos que flutuam ao redor.
Equipes de limpeza foram preparadas para limpar o óleo que é derramado e, possivelmente, poderá atingir novamente as praias. Cerca de 150 contêineres já caíram no mar, alguns carregados de leite em pó. Praias foram fechadas para impedir as pessoas de recolherem sacos de leite, que podem estar contaminados.
Quando o navio, Rena, encalhou no coral de Astrolabe no dia 5 de outubro com 1.733 mil toneladas de óleo, 350 toneladas vazaram. O capitão e outros oficiais que comandavam o navio foram indiciados pelo acidente. Entretanto, as autoridades ambientais neozelandesas sustentam que desta vez o dano ambiental será menor.
Fonte: G1
sábado, 7 de janeiro de 2012
Expedição encontra na Antártida novas espécies no fundo do mar
Cientistas britânicos encontraram comunidades de espécies
desconhecidas no fundo do mar próximo à Antártida, no ambiente escuro e
quente que cerca as fontes hidrotermais, segundo um estudo divulgado
nesta semana pela publicação científica PLoS Biology.
Uma estrela-do-mar com sete pontas, um polvo pálido e um novo tipo de caranguejo yeti foram vistos pela primeira vez em 2010 e descritos graças à ajuda de um veículo robótico que explorou a cordilheira submarina East Ridge Scotia, no fundo do Oceano Atlântico Sul, entre a Antártida e o extremo da América do Sul.
A descoberta feita por especialistas das Universidades de Oxford e Southampton, além de integrantes do Serviço Antártico Britânico (BAS), permitiu visualizar ainda novas espécies de perceves (um tipo de crustáceo) e anêmonas.
Nessa região, as fontes hidrotermais (com temperaturas que chegam a até 383 ºC) encontram ambiente único que não recebe a luz solar, mas que é rico em certos componentes químicos.
De acordo com o professor Alex Rogers, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, “as
fontes hidrotermais são lar de animais que não são encontrados em
nenhuma outra parte do planeta e que obtêm sua energia não do sol, mas
de substâncias químicas como o sulfeto de hidrogênio”.
As imagens mostraram colônias enormes de uma nova espécie de caranguejo yeti, agrupadas ao redor de condutos de ventilação. A câmera também captou uma nova espécie predadora de estrela-do-mar com sete braços, que se arrasta pelos campos de perceves, além de um polvo de cor pálida não identificado, a quase 2,4 mil metros de profundidade.
“O que não encontramos é quase tão surpreendente como o que encontramos”, observou Rogers, que acrescentou que “muitos animais como os vermes, mexilhões, caranguejos e camarões, descobertos em fontes hidrotermais nos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico simplesmente não foram encontrados ali”.
Os cientistas consideraram que as diferenças entre os grupos de animais descobertos ao redor das fontes da Antártida e aqueles que estavam em outros lugares indicam que o Oceano Antártico pode agir como uma barreira para alguns deles.
Fonte: G1
Uma estrela-do-mar com sete pontas, um polvo pálido e um novo tipo de caranguejo yeti foram vistos pela primeira vez em 2010 e descritos graças à ajuda de um veículo robótico que explorou a cordilheira submarina East Ridge Scotia, no fundo do Oceano Atlântico Sul, entre a Antártida e o extremo da América do Sul.
A descoberta feita por especialistas das Universidades de Oxford e Southampton, além de integrantes do Serviço Antártico Britânico (BAS), permitiu visualizar ainda novas espécies de perceves (um tipo de crustáceo) e anêmonas.
Nessa região, as fontes hidrotermais (com temperaturas que chegam a até 383 ºC) encontram ambiente único que não recebe a luz solar, mas que é rico em certos componentes químicos.
Imagem
capturada a 2,4 mil metros de profundidade do Oceano Atlântico Sul
mostra nova espécie de polvo (Foto: Divulgação/Natural Environment
Research Council ChEsSo)
As imagens mostraram colônias enormes de uma nova espécie de caranguejo yeti, agrupadas ao redor de condutos de ventilação. A câmera também captou uma nova espécie predadora de estrela-do-mar com sete braços, que se arrasta pelos campos de perceves, além de um polvo de cor pálida não identificado, a quase 2,4 mil metros de profundidade.
“O que não encontramos é quase tão surpreendente como o que encontramos”, observou Rogers, que acrescentou que “muitos animais como os vermes, mexilhões, caranguejos e camarões, descobertos em fontes hidrotermais nos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico simplesmente não foram encontrados ali”.
Os cientistas consideraram que as diferenças entre os grupos de animais descobertos ao redor das fontes da Antártida e aqueles que estavam em outros lugares indicam que o Oceano Antártico pode agir como uma barreira para alguns deles.
Estrela-do-mar
encontrada nas profundezas do Mar Antártico tem sete pontas (Foto:
Divulgação/Natural Environment Research Council ChEsSo)
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