domingo, 18 de dezembro de 2011

2012 :dicas como torna-lo um ano verde

Está chegando a hora de fazer as tradicionais promessas de ano novo. Que tal prometer tornar 2012 um ano ecológico? Confira as dicas do Greenvana de produtos que vão fazer o seu dia a dia ficar mais verde e sem grandes mudanças na sua rotina. São várias opções, desde substituir as sacolas plásticas por uma ecobag até lavar suas roupas sem sabão.
Por um ano mais verde

10 países que estão esquentando (e muito) o planeta

Levantamento da Maplecroft divulgado na COP17 lista os países que mais emitem gases de efeito estufa, os vilões do aquecimento global. Juntos, eles respondem por 2/3 das emissões mundiais; Brasil aparece em sexto lugar 

 

1 - CHINANo topo da lista, a China registrou só no ano passado um aumento de 10,4% de suas emissões de CO2-equivalente (CO2e), medida que combina dióxido de carbono (CO2) com outros gases que absorvem e apreendem a radiação, como metano e óxido nitroso, ajudando a esquentar o planeta.

Em 2010, o gigante emergente produziu 9.441 megatoneladas de CO2-equivalente (CO2e). Segundo levantamento da firma de risco britânica Maplecroft, a maior parte das emissões do país vem da crescente demanda de energia, intensamente dependente dos combustíveis fósseis, especialmente carvão. Embora o uso de energia renovável no país esteja aumentando, ele ainda é ofuscado pela produção e consumo de energia suja.

2 - ESTADOS UNIDOS
Entre os países desenvolvidos, os EUA são os que mais poluem. Em 2010, foram emitidos 6.538 megatoneladas de CO2e. Segundo o levantamento, os EUA são os recorditas em taxas de emissões de CO2 per capita.

Apesar disso, o assunto não preocupa muito a população. Um estudo recente mostrou que o ceticismo sobre aquecimento global é forte por lá - apenas 53% dos americanos consideram o fenômeno uma ameaça séria. O país também está no bloco de nações resistentes a um acordo global legalmente vinculante para cortar as emissões de CO2, assim como a China.

3 - ÍNDIASegundo país mais populoso do mundo e o segundo mais poluidor entre os BRICs, a India fica em terceiro lugar no ranking de emissões globais de gases efeito estufa, produzindo 2.272 megatoneladas de CO2 equivalente.

O país consome grandes quantidades de combustíveis fósseis baratos, como carvão, que contribuem fortemente para as altas emissões. Além disso, a India produz outros vilões do aquecimento global, como o gás metano (CH4), oriundo da pecuária.

4 - RÚSSIAEm quarto lugar, aparece a Rússia, com 1.963 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o relatório, apesar das emissões russas terem declinado nos anos 1990, após o colapso da União Soviética que gerou uma baixa no crescimento industrial, o país ainda se mantém como um produtor significativo de gases efeito estufa. Entre, os BRICS, ele é o terceiro maior emissor.

5 - JAPÃONo ranking da Maplecroft, o Japão aparece na quinta posição, com emissões globais de 1.203 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o estudo, apesar do país empreender esforços para reduzir suas emissões de gases efeito estufa, há temores de que preocupações com a segurança energética, principalmente após o acidente nuclear de Fukushima, possa fazer com que o país recorra, no curto prazo, a fontes de combustíveis fósseis, levando a um aumento das emissões de carbono do país.

6 - BRASILEntre os BRICS, o Brasil é o que apresenta menores emissões, mas no mundo, somos o sexto país que mais jorra na atmosfera gases de efeito estufa, com 1.144 megatoneladas de CO2 equivalente. A maior parte disso tem origem na agropecuária e agricultura, que geram grandes quantidades de metano e óxido nitroso.

A conta não considera as emissões do desmatamento. O relatório destaca ainda que o Brasil está buscando reduzir seu impacto e que em recente "gesto político", concordou em reduzir suas emissões de GEE entre 38% e 42% para 2020 com base nos níveis atuais.

7 - ALEMANHAEm sétimo lugar aparece a Alemanha, principal emissor de GEE na União Europeia e sua maior economia. O estudo destaca que o país vive um crescimento que impulsiona a industria da construção civil, atividade que acaba elevando a pegada de carbono.

A maior parte do CO2 vem da produção de energia e da queima de combustíveis fósseis. O documento destaca, no entanto, que a Alemnha conseguiu uma queda de 22% nas emissões de GEE entre 1990 e 2008, no cumprimento dos objetivos do Protocolo de Kioto.

8 - CANADÁEm oitava posição, o Canadá é outro que está aquecendo o planeta. O país viu suas emissões de GEE aumentarem de forma acentuada durante o período de 1990-2005, segundo um estudo da "Statistics Canada".

Apesar de representar apenas 0,5% da população mundial, o Canadá produz cerca de 2% das emissões globais. Na reunião da COP17, o país ameaçou sair do Protocolo de Quioto, que segundo seu ministro do meio ambiente, teria se tornado uma "coisa do passado".

9 - MÉXICOEm nono lugar, surge o México, o segundo maior emissor de gases efeitos estufa na América Latina, depois do Brasil. Segundo o relatório, apesar das dificuldade do país em controlar e monitorar suas emissões, ele tem assumido uma atitude proativa para combater o aquecimento global. O México ratificou o Protocolo de Kioto, com a promessa de reduzir em 30% suas emissões em 2020, com base nos valores atuais, e também apoia a criação de um fundo climático.

10 - IRÃNo Oriente Médio, o Irã é o país com as maiores emissões de GEE. Sem surpresas, a forte dependência de combustíveis fósseis e a grande produção de petróleo e gás são os vilões ambientais da região, mas também formam a base de sua economia. O preço a se pagar é alto. Segundo o estudo, o país está entre os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, sendo alvo de secas e enchentes constantes.

A máquina que come lâmpadas e pilhas

A empresa britânica reVend Recycling (assim mesmo, com minúscula) desenvolveu uma máquina que engole lâmpadas e pilhas usadas. Além de separar os produtos para reciclagem, ela também oferece bônus para a pessoa trocar por descontos em compras. Os primeiros exemplares foram instalados em lojas algumas lojas da rede de móveis e decoração Ikea, em Londres. Nessas lojas, quem deposita suas lâmpadas e pilhas ganha vales que podem virar doações para ONGs ambientais ou de defesa das crianças.
As máquinas aceitam lâmpadas incandescentes, fluorescentes e até as modernas LEDs. E pilhas de qualquer formato. O mecanismo pode identificar as lâmpadas e pilhas por tipo e fabricante. E encaminhar cada um para seu centro de reciclagem. A reVend Recycling diz que tem acordos para instalar as máquinas em todo Reino Unido, Alemanha e Dinamarca. E que planeja chegar a outros países da Europa e aos Estados Unidos em breve.
As máquinas funcionam como as versões anteriores, que engolem garrafas, e são populares na Europa e nos EUA. Há alguns meses, dois brasileiros criaram a empresa Susten Trading, que distribuíu 7 máquinas em supermercados em Jundiaí, no interior de São Paulo. Elas engolem embalagens com formato cilíndrico (como garrafas e latinhas) de plástico, vidro ou alumínio. Mas faltava uma solução para outros produtos.
Descartar lâmpadas incandescentes é usadas é um tremendo problema. Tomara que essas máquinas prosperem.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Energia éolica mais barata que gas natural em 2016

Um relatório divulgado pela Bloomberg New Energy Finance afirma que o preço da energia eólica vai cair cerca de 12% nos próximos cinco anos. No Brasil, já há energia eólica mais barata que de termelétricas. Em alguns lugares, a energia eólica já está tão barata quanto o gás natural, mas no geral continua cara na maior parte do mundo. Não por muito tempo.
A notícia é um ótimo incentivo para os defensores do uso de energia renovável e limpa. Devemos a queda desses custos de instalação e funcionamento principalmente às melhorias na tecnologia, que aumentaram a capacidade de produção, com turbinas mais eficientes e aerodinâmicas.

Uma coisa é certa: tanto a energia eólica quanto a energia solar precisam de grandes investimentos iniciais para sobreviver. Precisamos de políticas agressivas para implantação de parques eólicos e painéis solares em telhados, por exemplo. E precisamos também de um preço sobre o carbono e benefícios fiscais mais consistentes para a energia renovável.
Quanto mais fontes de energia limpa, mais eficiente vão se tornar as cadeias de abastecimento e infraestrutura (física e política). Só com comprometimento e planejamento poderemos garantir o futuro da energia eólica mais barata para as futuras gerações.

09 / 12 / 2011 Brasil diz que aceita entrar em acordo global para reduzir emissões

A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira discursou nesta quinta-feira (8) na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Durban, na África do Sul, e afirmou que o Brasil está disposto a negociar um novo acordo de redução de emissões de gases causadores de efeito estufa que inclua todos os países e que tenha caráter de cumprimento obrigatório (legalmente vinculante).
“Se todos, repito todos, trabalharmos juntos poderemos negociar o mais cedo possível um novo instrumento legalmente vinculante sobre a convenção [do Clima da ONU], baseado nas recomendações da ciência, que inclua todos os países para o período imediatamente após 2020”, discursou no plenário da conferência, que reúne mais de 190 países.
Até então, o Brasil não havia sinalizado claramente que aceitaria negociar um tratado em que também assumisse metas de redução de emissões de cumprimento obrigatório mediante a comunidade internacional.
O discurso de Izabella Teixeira está em linha com o plano da União Europeia de negociar esse acordo global a entrar em vigor a partir de 2020, junto com a renovação do Protocolo de Kyoto, único acordo de cumprimento obrigatório atualmente em funcionamento.
O governo federal havia anunciado em 2009 a Política Nacional sobre Mudança do Clima, que define em lei a meta de redução de gases do efeito entre 36,1% e 38,9% até 2020 em relação ao que se estima que poluiria se nada fosse empreendido.
A política está dividida em quatro grandes grupos: uso da terra, especialmente controle de desmatamento na Amazônia e no cerrado (redução de emissões em 24,7% até 2020), agropecuária (4,9% a 6,1%), energia (6,1% a 7,7%) e “outros”, especialmente siderurgia, com a substituição de carvão de desmate pelo originário de replantio de árvores (0,3% a 0,4%).
A China, maior emissora de gases-estufa, também sinalizou que está disposta a estabelecer esse “caminho negociatório” até 2020 e se comprometer a reduções, ainda que com uma série de condições.
Desta forma, os EUA têm ficado isolados e têm sido acusados de serem o maior entrave a avanços na COP 17. Num tom que soava até acuado diante das repetidas insinuações, o negociador-chefe americano, Todd Stern, nesta quinta-feira veio a público para negá-las.
Em contraposição à proposta de um plano global para vigorar a partir de 2020, os EUA vinham dizendo que a negociação precisava ter em vista uma data posterior, pois o problema não se resolveria até lá. “É completamente sem base sugerir que os EUA propuseram atrasar as ações até 2020″, defendeu-se Stern.
Mas, perguntado mais uma vez nesta quinta-feira qual seria o plano dos EUA para combater as mudanças climáticas, ele voltou a ser pouco específico. Uma dificuldade que o governo americano enfrenta é que ,para assumir um compromisso vinculante, precisa de aprovação do Congresso, o que não deve acontecer. Portanto, os representantes americanos em Durban não têm, na prática, a oferecer o que a comunidade internacional espera. (Fonte: G1)